Abrir e fechar os olhos
O técnico pede para abrir e fechar os olhos em momentos combinados. O ritmo alfa, típico do repouso, aparece e desaparece com essa alternância — e a forma como isso acontece já é uma informação para o médico.
No dia do exame
Nada no eletroencefalograma é surpresa. O exame segue uma sequência previsível, conduzida por um técnico que explica cada passo antes de fazê-lo. Abaixo, o roteiro completo.
Passo a passo
Conferimos o pedido médico e as informações clínicas relevantes, como medicações em uso, episódios que motivaram a investigação e exames anteriores. Essas informações fazem parte da interpretação do traçado.
A cabeça é medida com fita métrica para marcar os pontos do sistema 10–20, o padrão internacional que distribui os eletrodos em proporção à anatomia de cada pessoa. É isso que torna os registros comparáveis entre exames.
Os eletrodos são fixados no couro cabeludo com uma pasta condutora solúvel em água. Eles apenas captam sinais: nenhuma corrente elétrica é aplicada em você durante o exame.
Você fica deitado ou sentado, confortável e relaxado, com os olhos fechados na maior parte do tempo. O técnico pede para abrir e fechar os olhos em alguns momentos, porque essa alternância modifica o traçado de forma esperada.
Conforme o protocolo solicitado, podem ser feitas manobras que ajudam a evidenciar alterações: respiração profunda por alguns minutos, estímulo luminoso intermitente e, em alguns casos, registro durante o sono.
Os eletrodos são retirados e a pasta sai com água. O traçado é então analisado e laudado por médico, que o interpreta sempre em conjunto com o quadro clínico e com o motivo do pedido.
O registro de um eletroencefalograma de rotina costuma levar de 20 a 40 minutos. Somando o preparo, a medição da cabeça, a colocação dos eletrodos e a retirada, reserve mais tempo do que a duração do registro. Protocolos específicos, como os que incluem registro durante o sono, são mais longos, e o tempo é definido pelo pedido médico.
Sistema 10–20
Antes de colocar qualquer eletrodo, a cabeça é medida com fita métrica. Os pontos são marcados em proporção às medidas de cada pessoa, seguindo o sistema internacional 10–20.
Essa etapa é o que garante que o eletrodo chamado "C3" esteja sobre a mesma região em você, em outro paciente e no seu próprio exame de cinco anos atrás. Sem ela, os registros não seriam comparáveis.
A marcação costuma ser feita com um lápis dermatográfico, que sai com água.
Durante o registro
Algumas alterações não aparecem no traçado em repouso. As manobras de ativação ajudam a evidenciá-las. Quais serão feitas depende do protocolo do seu pedido médico.
O técnico pede para abrir e fechar os olhos em momentos combinados. O ritmo alfa, típico do repouso, aparece e desaparece com essa alternância — e a forma como isso acontece já é uma informação para o médico.
Respirar fundo e de forma ritmada por alguns minutos. Pode dar formigamento nas mãos ou leve tontura, sensações passageiras que cessam quando a respiração volta ao normal. A manobra pode ser interrompida a qualquer momento.
Uma luz pisca em frequências diferentes, com os olhos abertos e fechados. Serve para identificar sensibilidade à luz. Se você já tem crises desencadeadas por luz, avise antes: a manobra exige cuidado adicional.
Alguns protocolos incluem o registro do sono, porque certas alterações aparecem mais nesse estado. Quando o seu exame exigir isso, a orientação vem do pedido médico e é confirmada no agendamento.
Nenhuma manobra é obrigatória a ponto de você precisar suportar desconforto. Avise o técnico se não estiver se sentindo bem: o registro é interrompido e retomado quando possível.
Depois do exame
O laudo descreve e interpreta o traçado. Ele não é, por si só, uma orientação de tratamento: quem define a conduta é o médico que acompanha você.
Dúvidas
Não. O eletroencefalograma é indolor e não aplica nenhuma corrente elétrica no paciente. Os eletrodos funcionam como microfones muito sensíveis: eles apenas captam a atividade elétrica que o próprio cérebro já produz.
A sensação é de ter pequenos discos apoiados no couro cabeludo com uma pasta fria. Não há agulhas, cortes nem radiação.
O registro de um eletroencefalograma de rotina costuma levar de 20 a 40 minutos. Como ainda é preciso medir a cabeça, posicionar os eletrodos e retirá-los no fim, reserve um tempo maior do que a duração do registro em si.
Protocolos específicos, como os que incluem registro durante o sono, levam mais tempo. A duração do seu exame segue o que foi solicitado no pedido médico.
O cabelo fica com resíduo da pasta condutora, que é solúvel em água e sai com xampu. Muita gente prefere trazer touca, boné ou lenço para a saída e lavar o cabelo em casa.
O exame não causa sonolência nem deixa efeitos que impeçam as atividades habituais. A exceção é quando houve privação de sono orientada pelo médico: nesse caso, venha acompanhado e não conduza veículos.
São procedimentos simples feitos durante o registro para evidenciar alterações que podem não aparecer no traçado em repouso.
As mais comuns são abrir e fechar os olhos em momentos combinados, respirar fundo por alguns minutos (hiperventilação) e observar uma luz que pisca em frequências diferentes (estímulo fotônico). Em alguns protocolos, registra-se também o sono.
Todas são conduzidas pelo técnico e podem ser interrompidas se você se sentir desconfortável. Se você tem crises desencadeadas por luz, avise antes: a manobra com estímulo luminoso exige cuidado adicional.
Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp. Tenha o pedido médico em mãos: é ele que define o protocolo do seu exame.
As informações deste site são educativas e não substituem a avaliação de um médico.