Não dói
Os eletrodos são apoiados sobre a pele com pasta condutora. Não há agulhas, cortes nem choque.
Eletroencefalograma
Os neurônios se comunicam por impulsos elétricos. O eletroencefalograma capta esses impulsos na superfície do couro cabeludo e os transforma em um traçado contínuo, que o médico interpreta junto com o seu quadro clínico.
Leitura do traçado
A atividade elétrica do cérebro não é uma linha só: ela se organiza em faixas de frequência, chamadas ritmos. Cada faixa predomina em um estado diferente — vigília, sonolência, sono profundo.
O que o médico analisa é o conjunto: quais ritmos aparecem, em que regiões da cabeça, com que simetria, em que estado do paciente e se surgem descargas que não deveriam estar ali. Uma alteração só tem significado dentro desse contexto.
Predomina no sono profundo.
Aparece na sonolência e no sono leve.
Típico do repouso com os olhos fechados.
Associado ao estado de alerta e à atenção.
Sistema 10–20
A posição dos eletrodos não é escolhida no olho. Ela segue o sistema internacional 10–20, que mede a cabeça e distribui os pontos em proporções fixas entre referências anatômicas.
Cada posição recebe uma letra, que indica a região do cérebro — F de frontal, T de temporal, C de central, P de parietal e O de occipital —, e um número: ímpares à esquerda, pares à direita, e z na linha do meio.
É essa padronização que permite comparar o seu exame de hoje com um exame futuro, ou com um exame feito em outro serviço.
Indicações
A indicação é sempre do médico que acompanha você. Entre as situações em que o eletroencefalograma costuma ser pedido estão:
Esta lista é informativa e não esgota as indicações possíveis. Apenas o médico que avalia o seu caso pode definir se o exame é indicado e qual protocolo seguir.
O EEG é
O EEG não é
Segurança
O eletroencefalograma de rotina é um exame de baixo risco. Ainda assim, vale saber o que esperar:
Os eletrodos são apoiados sobre a pele com pasta condutora. Não há agulhas, cortes nem choque.
O EEG apenas registra a atividade elétrica que o próprio cérebro produz. Não há contraste nem radiação ionizante.
Todo o registro é feito na superfície do couro cabeludo, por fora, sem nenhum procedimento invasivo.
O exame pode ser realizado de crianças a idosos, com o protocolo e o acompanhamento ajustados a cada caso.
O registro de um eletroencefalograma de rotina costuma levar de 20 a 40 minutos. Somando o preparo, a medição da cabeça, a colocação dos eletrodos e a retirada, reserve mais tempo do que a duração do registro. Protocolos específicos, como os que incluem registro durante o sono, são mais longos, e o tempo é definido pelo pedido médico.
Se você tem crises desencadeadas por luz, está grávida, tem feridas ou cirurgia recente na cabeça, ou usa algum dispositivo implantado, informe no agendamento. Algumas manobras de ativação exigem cuidado adicional.
Dúvidas
Sim. O eletroencefalograma é um exame complementar e é realizado mediante indicação médica. O pedido traz o protocolo a ser seguido e o motivo clínico da investigação, informações que o médico usa depois para interpretar o traçado.
O eletroencefalograma é um exame funcional: ele registra, ao longo do tempo, a atividade elétrica que o cérebro produz. Mostra como o cérebro está funcionando durante o período de registro.
A tomografia e a ressonância magnética são exames de imagem: mostram a estrutura e a anatomia do cérebro. Eles respondem a perguntas diferentes e, em muitos casos, são complementares ao EEG, não substitutos.
Não necessariamente. O eletroencefalograma registra um intervalo de tempo determinado, e alterações podem não ocorrer justamente durante aquele registro. Um traçado sem alterações, isoladamente, não exclui o diagnóstico.
Por outro lado, uma alteração isolada no traçado também não fecha diagnóstico. O resultado só tem sentido interpretado em conjunto com a história clínica, o exame neurológico e os demais exames — e essa leitura é do médico que acompanha você.
O traçado é analisado e laudado por médico, que o interpreta sempre em conjunto com as informações clínicas e com o motivo do pedido.
A conduta a partir do laudo é definida pelo médico que solicitou o exame, em consulta. O laudo não é, por si só, uma orientação de tratamento.
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As informações deste site são educativas e não substituem a avaliação de um médico.